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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Em homenagem aos três porquinhos: Os dois porquinhos

Desde muito tempo atrás, existem dois pequenos porquinhos (não são porcos como qualquer outro, eles são especiais). Eram irmãos, o mais velho se chamava CB e o outro B. O pequeno B morava em um casebre próximo as margens de um rio de águas caudalosas, enquanto seu irmão vivia no interior da floresta. Brigas eram comuns entre os dois, enquanto B adorava compartilhar, CB era egoísta e desunido.
            Todos os dias os dois discutiam, a desunião reinava entre os dois porquinhos. No entanto, a cada dia que se passava, via-se um estoque menor de frutas e sementes da floresta. O sol estava escaldante e as plantas reclamavam a seu modo.
            O jovem B desfrutava de um rio para amenizar o calor, mas não sabia utilizar as águas em outros benefícios, seu irmão muito mais velho era dono de saberes consideráveis e a situação piorava a cada dia. Um dia, em uma visita, CB perguntou a seu irmão:
            -O que faremos?
            O jovem porquinho B em sua boa vontade lhe disse:
            -As plantas não estão florescendo há meses e consequentemente não há frutos para a nossa alimentação. Você deve fazer algo por nós, você é mais inteligente, sabe plantar, colher; as margens deste rio estão a sua disposição.
            Aquelas palavras tocaram profundamente o porquinho CB que logo percebeu como a união era preciosa. Dias depois, muitas plantinhas comestíveis nasciam nas margens do rio e alimentação não se tornou mais um problema por muitos e muitos anos.
            Esta pequena estória é apenas um breve esclarecimento sobre o contexto da evolução e Desenvolvimento do Conhecimento Biológico na Sociedade durante esses muitos anos. O porquinho CB era muito mais velho que seu irmão, muito mais sábio e muito mais na “onda do momento”, quem é ele? Por que é mais inteligente? Por que sempre estava “na onda do momento”?
            Apresento-lhes o porquinho “Ciências Biológicas”, nascido desde as primeiras observações da vida, mas em verdade, naqueles tempos remotos não era visto como Ciência, talvez um conjunto de informações não sistematizadas a cerca dos seres vivos que habitavam o planeta. Daí, finalmente nós entendemos a dificuldade do porquinho CB em trabalhar em conjunto, porque suas próprias emoções estavam desalinhadas. Além disso, era o porquinho mais interessado em novidades. E o seu irmão, quem é?
            O outro porquinho nasceu mais ou menos no século XIX, era muito inteligente e adepto a compartilhar, seu nome verdadeiro é Biologia. Incrivelmente tornou-se professor anos mais tarde, enquanto seu irmão era louco por pesquisas em campo. Resultado: o porquinho preso em sala é levemente alienado enquanto seu irmão (ao ar livre) sempre consegue desmentir suas próprias verdades.
            A fome, a seca e a falta de alimentos, um dia desses chegaram às florestas (era a seleção natural; a Evolução Orgânica). Incrivelmente, com as idéias de seu ídolo (que ele nem conhecia), o porquinho CB começou a perceber que a única forma de sobreviver era a união (a união em torno de uma questão). Nesse contexto que admitimos que o elemento unificador das Ciências Biológicas, sem dúvida é a teoria da Evolução.
            Na Educação, o porquinho B percebeu que a ciência que lecionava passava por questões contraditórias, o que ensinar em Biologia? O caráter científico ou aplicável na realidade? Nas escolas, o aplicável à realidade dos alunos era o mais aconselhável, mesmo que cientificamente já estivesse ultrapassado, já nas academias (instituições de ensino superior em geral), o conhecimento a ser ensinado deveria estar sempre atualizado e acima de tudo, estar sobre o status de ciência.
            Embora os porquinhos tenham compreendido o trabalho em conjunto, é necessário enfatizar que as Ciências Biológicas, mesmo apoiadas no contexto da Evolução Orgânica, ainda não são organizadas como uma única ciência. Muitas pesquisas e ideologias devem ser elaboradas para que isso se torne verdade e possamos ver os nossos porquinhos trabalhando juntos em tudo, na sala e no campo.
Por:
J. Ribamar Oliveira e Biólogos na rede
              
           

domingo, 11 de setembro de 2011

Novas abordagens para o ensino: o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs)


                 Na atualidade, ao folhearmos livros sobre educação (pedagogia e suas múltiplas faces) encaramos uma diversidade muito grande de teorias que explicam e re-explicam as condições básicas do processo de aprendizagem, no entanto, analisando todo esse contexto; essas tantas teorias tem uma aplicabilidade imediata na sala de aula? 
                Com base nessa abordagem, notavelmente temos o desenvolvimento das tecnologias e de suas implicações no cotidiano. Por que não abandonar métodos tradicionais, rever conceitos e adotar novas metodologias para o ensino? Estamos em um cenário repleto de inovações e sofisticações; as novas tecnologias crescem em âmbitos dos mais diversos tipos, sejam inovadores ou não. Na educação não poderia ser diferente, o uso das tecnologias no que nomeadamente chamamos de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) deve ser recorrente desse intenso processo de desenvolvimento da Informática e seus afins. 
               Apesar dessa imensa quantidade de informação disponível, o uso dessas tecnologias é bastante questionado, uma vez que todos os dias são publicadas milhões de informações na rede mundial de comunicação (internet) e às vezes essas informações não são proveitosas no âmbito educacional. Uma nova proposta pedagógica deve ser avaliada visando a implementação desses novos recursos no cotidiano das escolas, esquecendo um pouco a abordagem tradicional de ensino.                 
              No ensino da biologia as TICs vem tendo um papel  decisivo no que diz respeito a divulgação e construção de novos conhecimentos, um exemplo é a utilização da internet para divulgar imagens de novas espécies de animais ou outros grupos de seres vivos, isto ajuda a entender a diversidade desses indivíduos e suas distribuições pelo mundo. Nesse sentido deve haver uma nova pratica pedagógica dentro das escolas e universidades para fortalecer esse recurso não só como meio, puramente, de relacionamento social e sim como construtor da sociedade.                
             Assim como um bioinvasor as TICs adentraram a educação sem que esta tenha dado a devida permissão. No entanto, este “bioinvasor” pode deixar de ser um predador da educação e aliar-se a esta numa relação mutualística em prol da educação. Mas, pode ser que levem anos( de atraso) até que a escola sofra o processo chamado “adaptação”. Então que a seleção natural seja rápida! Fica a dica.
 
Texto baseado no artigo de Pedro Demo: TICs e Educação (http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/tics.html

Voce acha que as tecnologias de informação devem ser somadas ao sistema educacional?