Na atualidade, ao folhearmos livros sobre educação (pedagogia e suas múltiplas faces) encaramos uma diversidade muito grande de teorias que explicam e re-explicam as condições básicas do processo de aprendizagem, no entanto, analisando todo esse contexto; essas tantas teorias tem uma aplicabilidade imediata na sala de aula?
Com base nessa abordagem, notavelmente temos o desenvolvimento das tecnologias e de suas implicações no cotidiano. Por que não abandonar métodos tradicionais, rever conceitos e adotar novas metodologias para o ensino? Estamos em um cenário repleto de inovações e sofisticações; as novas tecnologias crescem em âmbitos dos mais diversos tipos, sejam inovadores ou não. Na educação não poderia ser diferente, o uso das tecnologias no que nomeadamente chamamos de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) deve ser recorrente desse intenso processo de desenvolvimento da Informática e seus afins.
Apesar dessa imensa quantidade de informação disponível, o uso dessas tecnologias é bastante questionado, uma vez que todos os dias são publicadas milhões de informações na rede mundial de comunicação (internet) e às vezes essas informações não são proveitosas no âmbito educacional. Uma nova proposta pedagógica deve ser avaliada visando a implementação desses novos recursos no cotidiano das escolas, esquecendo um pouco a abordagem tradicional de ensino.
No ensino da biologia as TICs vem tendo um papel decisivo no que diz respeito a divulgação e construção de novos conhecimentos, um exemplo é a utilização da internet para divulgar imagens de novas espécies de animais ou outros grupos de seres vivos, isto ajuda a entender a diversidade desses indivíduos e suas distribuições pelo mundo. Nesse sentido deve haver uma nova pratica pedagógica dentro das escolas e universidades para fortalecer esse recurso não só como meio, puramente, de relacionamento social e sim como construtor da sociedade.
Assim como um bioinvasor as TICs adentraram a educação sem que esta tenha dado a devida permissão. No entanto, este “bioinvasor” pode deixar de ser um predador da educação e aliar-se a esta numa relação mutualística em prol da educação. Mas, pode ser que levem anos( de atraso) até que a escola sofra o processo chamado “adaptação”. Então que a seleção natural seja rápida! Fica a dica.
Texto baseado no artigo de Pedro Demo: TICs e Educação (http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/tics.html

Os dois textos estão muito bem elaborados. Em especial o último parágrafo!
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