É tão triste o que nos tornamos
Parece que estamos nos desfazendo dos dias bonitos
E eu não sei pra onde vamos daqui
Tudo que sei é que não consigo ver, ver o Sol daqui
Todos têm um dedo, mas eles não conseguem me apontar para a luz
Ela não pode ser tão difícil de encontrar
Afinal somos tão brilhantes
Eu não sei se o amanhã tem um dia
Eu não sei se os raios vão brilhar no meu caminho
Tudo que sei é que estou parado em um lugar onde
Meu futuro parece com os céus de Los Angeles
Céus de Los Angeles
Céus de Los Angeles
Eu não sei se meu corpo pode agüentar mais
Estamos na terra dos mais ricos
Mas minha mente parece tão pobre
(...)
Eu vejo tantas visões
Mas todas parecem fora de alcance total
Céus de Los Angeles
Meu futuro se parece com os céus de Los Angeles
(tradução da música Skies of L.A.)
Compositores: Christopher Stewar, The-Dream, T. Harrell.
Interpretação por Celine Dion
Apreciar uma música vai muito além de apenas escutá-la, pode ou não fazer algum sentido (Lembre-se que você jamais entrará no cérebro de Picasso com o intuito de entender seus desenhos cubistas).
Dentro de todo um contexto de incertezas, vi esta música como uma excelente forma de abordar algo interessante voltado para a área biológica e que a meu ver está suficientemente explícito na letra da canção.
É bem verdade que dias bonitos estão se tornando raros, por quê? Simplesmente porque a ambição e a superioridade da humanidade ainda falam mais alto. Florestas são derrubadas, cidades crescem, a poluição aumenta, assim como a necessidade de mais bens (que são retirados de maneira inconsciente do meio natural). Resultados: dias bonitos são raros e nossas ações estão nos arrastando para a “sepultura”. E as soluções? Onde estão? É o que teoricamente estamos tentando buscar (creio que ainda sem rumos), uma vivência aproveitando as tecnologias, o prazer, o ar puro sem ter que exaurir todos os recursos disponíveis. E vejam que a letra da música faz referência a isso quando diz: tudo que sei é que não consigo ver o Sol, o Sol daqui (as soluções) e também faz menção ao fato de nós sermos criaturas especiais (brilhantes) e ainda não termos encontrado as melhores formas de sobreviver.
E quanto aos céus de Los Angeles? O que há de tão especial? A questão é que o futuro é um leque aberto de incertezas, podem ser boas, ruins, mas que dependerão das pessoas que nos cercam, inclusive de nossos professores que devem fornecer subsídios para enriquecer a mente, não empobrecê-la.
Por isso, pensem em seus sonhos como os céus de Los Angeles, mas não se esqueçam de construir a aeronave para alcançar as estrelas desse céu.

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