Pensar em um recurso didático significa pensar em maneiras alternativas de promover a aprendizagem. Foi-nos proposto exatamente isso na disciplina de Laboratório de Ensino em Biologia e, um pouco mais: algo que pudesse contemplar a inclusão social.
Em meio a muitos pensamentos e alternativas, somamos um total de três idéias que poderiam ser colocadas em prática.
1. Um modelo que pudesse expor a mitose em alto relevo.
2. Um modelo de vírus e a sua estrutura interna.
3. Um modelo de uma flor.
Obviamente, a escolha precisa ser analisada de acordo com uma série de considerações, dentre elas: viabilidade, tempo, gasto. Nesses quesitos, decidimos elaborar/confeccionar uma flor.
Os materiais para a elaboração do modelo foram escolhidos em vista a acessibilidade e os gastos. Foi utilizado:
1. Isopor
2. Papel EVA
3. Arame
4. Corneta de Carnaval
5. Algodão
6. Cola
7. Tinta
8. Feijão
O Plano de Aula
Como também foi proposto um plano de aula que pudesse contemplar a utilização do modelo. Escolhemos destinar o material para alunos do Ensino Médio, especificamente para a segunda série, na qual são ministradas as aulas de Morfologia de Plantas.
Existe uma gama de possibilidades de utilização do modelo na sala de aula. Pensamos em uma que pudesse contemplar portadores de deficiência visual. Elaboramos um pequeno guia que pode ser disponibilizado em braile como um recurso auto-suficiente para que o portador de deficiência entenda o modelo da flor ao senti-lo. Obviamente, suas dúvidas devem ser dirigidas ao professor.
Pensamos em uma aula expositiva em que o professor utilizaria o modelo em primeira instância para mostrar as estruturas que compõem a flor e explicitar suas funções e em segunda instância, poderia ser disponibilizado para cada aluno observar e tirar suas conclusões (inclusive para portadores de deficiência visual).
Logo após, o professor poderia utilizar flores reais (pedidas previamente aos alunos) com o objetivo de mostrar que na natureza não há padrões e que o modelo observado é apenas uma forma didática de observar a realidade. Esta última parte da aula poderia ser utilizada como avaliação, mas como? Caberia ao professor dividir a turma em equipes de três alunos que teriam a atividade de comparar o modelo da flor com uma flor real para visualizar diferenças e possivelmente nomear as partes da flor real. Os alunos portadores de deficiência visual poderiam acompanhar a aula tateando delicadamente as flores reais e pedindo auxílio aos colegas de equipe para entender tais estruturas. Cabe ao professor escolher a melhor forma de avaliar, se a mesma deve ser realizada através de apresentação oral ou esquemas desenhados.
Como foi mencionado anteriormente, há uma gama de possibilidades para utilização do modelo da flor na sala de aula. Não podemos dizer também que se trata de uma responsabilidade total e exclusiva do professor, o perfil dos alunos também determinará os rumos de um excelente planejamento. Encerramos este texto com uma frase de nossa autoria: “Pensar em Ensino é: pensar no professor, no aluno e no que há entre os dois: os recursos”.





adorei o blog de vcs.
ResponderExcluira flor ficou muita linda ,gostaria de aprender a fazer